Rampão (Setor Rampão)
5º VIIa D2 E2
Modalidade: tradicional
Tipo de via: principal
Tipo de escalada predominante: agarras
Extensão: 150 metros
Descrição: As 4 primeiras enfiadas somam 135 m, com proteção fixa. Contando a 5ª enfiada (pouco repetida), são 150 m de via, sendo que esta admite proteção móvel e onde está localizado o crux, de VIIa.
Nenhuma proteção ou parada é chapeleta de aço inoxidável. Quase toda via tem grampo "P". Exceção é a parada P4 que tem uma chapeleta com duas argolas em aço inoxidável e um grampo "P".
1ª enfiada: passe por entre a vegetação e monte na rocha. Suba quase reto e siga as proteções que seguem para a esquerda até parada dupla. Termina na parada dupla P1.
2ª enfiada: da P1, siga para a esquerda na horizontal por uns 5 m. Pode-se reagrupar neste ponto para reduzir o arrasto na segunda enfiada. Siga as proteções: as duas primeiras são bem visíveis, a terceira está acima, um pouco para a esquerda, acima de um gravatá. Mantenha sempre à direita, não pegue a linha de proteções 4m à esquerda da 1ª proteção (esta linha é de via não concluída!). Termina na parada dupla P2.
3ª enfiada: da P2, siga para a direita seguindo as proteções tipo "P" e cruze sobre a linha da via "Palestina", que tem chapeletas de aço inoxidável. Depois de uns 8m a via começa a subir. Mantenha-se à direita, próximo do mato, até a 5ª proteção, e só depois ir para a esquerda passando por uma proteção feita de cantoneira. Esta peça histórica protege o Crux da via. Dali, suba reto para terminar na parada dupla P3.
4ª enfiada: da P3, siga para a direita na linha das proteções tipo "P" e, depois da terceira, suba reto. Ao passar um bloco destacado, vá para a esquerda sem proteções por uns 8 m até a parada dupla P4. Esta é a parada usual onde há o livro de registro dentro de uma caixa metálica.
5ª enfiada: raramente repetida, proteção fixa mas é possível diminuir exposição com proteção mista.
Descida: rapel pela linha do "Rampão". Cuidado com o rapel da P3 até a P2. Tem 30m e, dependendo do estado da corda, pode-se não alcançar sem se esticar o braço.
Histórico da conquista, por Mauro Cesar D'Agostini, março 2019:
"Em 1994, eu, Mauro, Pedroni e Krindges achamos uma linha, onde hoje tem a chapa verde da Camp, que é a 2ª enfiada da via. Deslocamos para o lado e batemos o primeiro grampo, onde hoje tem a parada, e rapelamos limpando o mato até a base onde inicia a via.
Se não me engano, na próxima investida fui com o Juliano que bateu os primeiros grampos da 1ª enfiada e depois de outra investida chegamos à 1ª parada.
Ao iniciar a conquista da 2ª enfiada, coloquei, a nível de segurança, a chapa CAMP com spit. Acredito que os primeiros grampos da 2ª enfiada também foi o Juliano quem colocou. O grampo 3 quem colocou foi o Tiago Balén e o 4º o Bruno, que se jogou na agarra porque o lance estava molhado - foi sinistro, pois a queda era grande. Não lembro quem bateu a 2ª parada. Acho que os grampos 1 e 2 da 3ª enfiada fomos eu e o Guila. Depois toquei direto com alguns móveis até o grampo que fica abaixo da chapeleta de cantoneira onde tem o crux para chegar à 3ª parada - depois batemos um ou dois grampos abaixo para ajustar a linha. Acho que a chapa de cantoneira também fui eu que coloquei, e depois saí pela direita, contornando a vegetação para colocar a 3ª parada - só depois que fizemos a linha que sai reto da chapa para a parada.
Não lembro quem colocou o 1º grampo depois da 3ª parada, lembro que o cabeludo (que estava junto com o grupo) tentou colocar o 2º grampo, subiu um monte se apavorou e voou um monte também - bateu a perna e tivemos de baixar ele e quase carrega-lo até o carro.
Próxima investida, toquei direto do 1º P da 3ª enfiada até a 4ª parada, bati um grampo que depois foi inutilizado com outro colocado posteriormente por desconfiar da qualidade da pedra. Outra investida e toquei novamente do 1º P até onde está a 4ª parada. Acho que bati o 2º grampo da parada, montei o top e definimos com corda de cima a linha que se usa hoje na 4ª enfiada - lembro do Tiago batendo os grampos em top da 4ª enfiada e acho que o Guila também."
Histórico da conquista, por Juliano Perozzo, março 2019:
"Por volta de 1994. Uma linha já estava aberta, passando pelos platôs de matos, protegendo em árvores, com algumas proteções fixas na rocha. O Mauro me convidou para protegermos melhor a via pela rocha limpa. Fui em livre e parando em platôs e nos cliffs, e com auxílio de furadeira a bateria, que naquele tempo era raro, segui protegendo, nem sei, talvez parte das duas primeiras enfiadas da via. Já nem lembro mais como foi a sequência da proteção da via, talvez outros conquistadores possam falar melhor. Esta via teve muitos conquistadores... Ao final, ajudei a montar a parada abaixo do teto, após quatro enfiadas de corda. Acima, um final pouco repetido, difícil, talvez um VIsup/VIIa, um diedro com uma fenda bem estreita e a parada final. Normalmente os escaladores vão até abaixo do teto, onde há um livro de cume numa caixa metálica, e escrevem seus mais diversos relatos. Cuidado com o rapel de 30m, da terceira para a segunda parada, em diagonal. Nó na ponta da corda, estica a alto segurança e clipa na parada. O acesso à via é por trilha com marcações de fita zebrada e sacolas plásticas, à esquerda, uns cinco minutos de caminhada antes de chegar ao arroio junto ao chalé abandonado do Sr. Tessari."
Fonte: https://sites.google.com/view/paredaodavilacristina/setor-rampão
Equipamento mínimo necessário:
- 1 corda de 60 m
- 6 costuras
Conquistadores (em ordem alfabética):
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